sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Pane Cafone


Uma das metas em Nápoles era achar o pão cafone. Claro que cafone não é cafona e a história do pão é quase melhor que o próprio.

Já que a distancia me permitia, pois estou a 20 minutos de trem ou 25 de metrô, fiz várias incursões a Nápoles e em uma delas com o objetivo desse pão. Depois de andar muito me toquei que só distante do roteiro mais turístico, eu iria encontrar o dito cujo. Não deu outra, foi só virar em alguma viela sem apelo, e caminhar cinco minutos. Num mercadinho bem chulé, lá estava ele.


 E qual é essa do nome? O seguinte: Nápoles, a cidade nova ou Neapolis, com o tempo abarrotada, não permitia a entrada de quem não fosse morador e os produtores do entorno para vender seus produtos (entre eles o pão), se valiam do conhecimento de alguém para fazer isso por eles. Uma vez lá dentro quando algum cliente perguntava a origem dos produtos, eles respondiam daqui de fora (da cidade) ou ca' fuori... com o tempo a expressão se contraiu em uma palavra, cafuori e depois virou cafone, que designava qualquer produto ou pessoa que viesse de fora de Nápoles.

O nome do pão ficou.

Para premiar o meu esforço, uma quadra depois numa praça, um autentico cafone, vendendo seus pães e farinhas que ele próprio produzia.





Nenhum comentário:

Postar um comentário