quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

O Porquê da Viagem

Rio, Novembro de 2016

Preparando o “Artesão Italiano” para 2017, me dei conta que muito provavelmente, engrenando o trabalho, eu não teria outra oportunidade tão cedo de colocar em prática um projeto antigo, o dos pães italianos.

Quem me conhece, sabe bem que quando falo de pães o foco são os italianos. Acho que a variedade por metro quadrado na Itália merece essa atenção. Não é de hoje que leio, pesquiso, testo, provo, fuço, cheiro qualquer massa fermentada e assada com origem na bota. Na marca do artesão, os pães oferecidos são de origem italiana, modificados ou não, o que é outra história.

O “Artesão” está chegando.

Há tempos tenho pensado em oferecer produtos de qualidade. Não tinha uma ideia de como (quem disse que tenho agora?), mas a coisa foi tomando forma na minha cabeça. Primeiro, ideias soltas, depois elas foram se conectando, criando corpo...


Muita vontade de compartilhar minha infância de mesa.

Especialmente a mesa do meu pai. Mario era f*#d@!!, com o perdão da expressão. Cozinhava muito. Sabia muito. Era intuitivo, audaz e atrevido quando o quesito era cabelos de senhoras e pratos. Bom, a história rica dele fica para outro dia, o fato é que sua influência sempre foi muito grande no que se refere a mesa e acho que o “Artesão” é isso também.

Voltando a viagem, lembrei da panificação de um primo visitada no ano passado e pensei dar uma passada lá para ver como as coisas eram feitas na pequena cidade natal da família, Frignano, microrregião da Província de Nápoles, Caserta. Uma coisa ligando a outra fui pesquisando farinhas, fermentos, pães da região e assim cheguei a um plano geral de viagem. Mandei e-mails para padarias, pessoas e fui embora antes que respondessem, pois sei que as coisas mudam e muitas vezes você planeja muito uma coisa e a vida muda. “O homem põe e Deus dispõe”, diz o ditado, por isso fiquei com a ideia geral na cabeça e pensei em costurar as pontas soltas a medida em que fossem acontecendo, e fui...


Depois da incrível noite com estrelas em cima, do lado e embaixo do avião, a chegada em Roma ao amanhecer.


Primeira coisa planejada: ir primeiro a Latina. Achei que precisava passar uma semana no aquecimento e unindo o útil ao agradável ficar um pouco com minha Tia Margot que eu já sabia, na semana seguinte iria ver o filho (grande Franco) em Miami.

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