Finalmente, um dos locais mais esperados, o forno da Senhora Perrone. A família tem o forno a muitos anos e ela dá continuidade à tradição da família. Com uma bela lojinha na frente onde o cliente pode até sentar de frente para forno à lenha separado deste por um vidro. Ela modernizou o negócio de família e, muito atenta, agregou várias guloseimas aos pães tradicionalmente vendidos.
Entrei lá como em um templo. História, tradição, muito esforço, necessidades e facilmente você entende porque ela não dá acesso a qualquer um. Aquelas paredes são testemunhas de muita luta, gerações de padeiros.
Seu funcionário Nino, me recebeu e que momentos incríveis. Acompanhar a produção foi testemunhar uma engrenagem perfeita mas a verdadeira arte foi a moldagem do pão tão tradicional de Matera. Ele se seu companheiro de trabalho numa harmonia perfeita. Um dá a forma, o outro forneia, que espetáculo. Em alguns pães ele pegava uma faca e dava três cortes e perguntei o que significavam, disse-me que eram a santíssima trindade, o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Em épocas de fome, esse pão era a única coisa que a cidade tinha para comer, assim era bendito.
Que experiência, que cidade, que pessoas, que pão...



