Começou!
Tudo combinado, beleza, vamos ver como é feito esse pão. A rotina
do Luigi, o primo e proprietário é simples, ele chega as 9h da manhã para
preparar a massa, orienta, organiza e prepara a mistura da massa e ele, só
ele sabe o segredo das quantidades. Eu disse só ele? Agora eu também...
Grudei no cara, anotei, filmei, entrevistei e no final, como
sempre é bom ter alguém para conversar, ele contou a história do panificio.
Luigi:
"É uma profissão sacrificante, horários estranhos, chega-se cedo faz um tipo de trabalho e depois vai-se embora; volta à noite para fazer uma atividade diferente e vai-se embora.
Você
precisa estar atento a tudo, desde a qualidade da farinha que chega até a
quantidade de umidade do ar. O cara do tempo passa a ser o seu melhor amigo.
Dependendo dele (o tempo), tudo muda; a relação água x farinha x quantidade de
massa mãe ( La Mamma, como ele chama).
Claro que, com o tempo vem a experiência, você erra menos mas
ainda sim tem que ficar esperto."
A mãe de Luigi fazia um pão muito bom e dava o excedente para os
vizinhos que com o tempo, passaram a pedir de encomenda e daí veio a necessidade de
ampliar, adquirir um equipamento profissional e Luigi passou a ajudá-la nesse
trabalho. Lá se vão mais de vinte anos.
Casou-se e a mulher, Teresa, ajuda na produção e controla a
grana (uai, como assim? Ele foi enfático nisso). Em outras palavras entendi que a administração do negócio é dela.
Teresa em ação
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