O final da primeira corrida
A primeira
corrida foi dureza, carioca, acostumado a correr na areia da praia. Peguei 11
graus, não foi ruim para começar, mas comecei mal. A sensação térmica já era
mais baixa e fiquei com as mãos e orelhas gelados. Foram 8.5 km, muito para
quem precisa acostumar a musculatura ao impacto, pois na areia não tenho esse
problema, no dia seguinte aquela sensação de que só a sobrancelha não dói. A
recompensa veio a noite com “Salsicha e Friarielle” feito pela tia, ou linguiça
com brócolis picante. Dos deuses.
Ficando mais
esperto, para corridas mais longas, mudei a roupa e coloquei a armadura e ainda
completei com luvas.
Pronto
para seguir até a praia e fazer 14 km (ida a 4º C e volta a
15º C)
Ansioso para
fazer logo tudo, a corrida ajuda a acalmar e colocar a mente em ordem e focada.
Passei a correr quase todo dia numa média de 10km e claro que o tornozelo
gritou para mim: _Tá maluco? Vai me estourar assim. O joelho mandou: _Depois
não reclama. Porém ou eu corro ou subo nas paredes e sem dotes de Homem-Aranha,
estou correndo mesmo.
Te vira corpo.
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